• NOTÍCIA

  • 08/nov/2017

Verme do coração: praias são áreas de risco para cães

Por ser uma região com maior incidência de mosquitos vetores, o risco no litoral é maior do que em outras áreas; vermífugos e repelentes são importantes medidas de prevenção.

PetGuide | Notícias

A temporada de férias e calor é um período de alerta para tutores de cães que aproveitam para ir à praia. Regiões litorâneas e áreas com muita mata apresentam maior probabilidade de parasitismo pelo verme do coração. Transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo verme Dirofilaria immitis, a doença afeta o coração dos animais e pode levá-los a óbito se não for tratada corretamente.

Por ser uma doença vetorial, de difícil diagnóstico e com sintomas discretos nas fases iniciais, a prevenção é a melhor forma de proteger os cães durante as viagens para áreas de risco. "A prevenção pode ser feita com o uso de vermífugos específicos, capazes de eliminar as microfilárias (formas larvais iniciais) do verme do coração e com repelentes que evitem a picada do mosquito", explica Ricardo Cabral, veterinário da Virbac, empresa multinacional francesa dedicada exclusivamente à saúde animal.

Ele ainda orienta que a prevenção não deve ser apenas algo pontual. "Quanto antes iniciar, melhor. A indicação da AHS (American Heartworm Society) é que a prevenção seja constante desde antes de 8 semanas de vida do animal. Não é recomendável fazer a prevenção apenas quando levar o animal ao litoral, pois o risco de o tutor esquecer de aplicar a medicação é grande", ressalta.

Sintomas e tratamento

Durante as primeiras fases da doença, até os dois meses subsequentes à infecção, o animal ele pode não apresentar nenhum sintoma. Depois desse período, as larvas caem na circulação sanguínea e chegam aos vasos pulmonares. Nessa fase, alguns animais podem apresentar sintomas discretos como falta de apetite, apatia e tosse. Nos meses seguintes, caso a doença não seja tratada, os vermes crescem e migram para artérias maiores e câmaras cardíacas, onde causam lesões nos vasos e os sintomas começam a se intensificar. Tosse persistente, dificuldade em respirar, língua azulada, intolerância ao exercício, falta de ar e desmaios podem se tornar frequentes. Com vermes adultos no coração, dependendo da carga parasitária, o animal pode apresentar sinais ainda mais graves como distensão e aumento de volume abdominal e lesões em outros órgãos como rins e fígado.

Após a picada pelo mosquito contaminado, a migração do verme da pele para o coração pode ocorrer entre dois e quatro meses, instalando-se no lado direito do órgão e ocasionando lesões locais. Pode levar um total de sete a nove meses até que os vermes atinjam a idade adulta e se reproduzam, liberando novas microfilárias na circulação.

O diagnóstico da doença é feito por meio de exames de sangue e outros laboratoriais. Já o tratamento consiste na aplicação de medicamentos orais ou injetáveis nos estágios menos avançados, quando os vermes ainda não estão no coração. "Nos estágios mais avançados, quando vermes adultos estão presentes nas câmaras cardíacas, sinais de doenças do coração podem se desenvolver e, nesses casos, é recomendável estabilizar o animal antes de iniciar o tratamento capaz de eliminar essas formas adultas dos vermes", conclui Ricardo Cabral.

Sobre a Virbac

Fundada na França em 1968 pelo médico veterinário Dr. Pierre Richard Dick, a Virbac ocupa hoje a 7ª posição no ranking mundial das companhias farmacêuticas veterinárias. Transformou-se em marca de referência no mercado veterinário global graças a uma grande linha de produtos biológicos e farmacêuticos que previnem e combatem as principais patologias dos animais domésticos e de criação, com destaque para a linha de produtos dermatológicos, líderes mundiais de vendas. A Virbac está presente em mais de 100 países com produtos e serviços que trazem, juntos, qualidade, eficácia e facilidade de utilização a todos os envolvidos no cuidado animal.


Facebook

Twitter