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  • 20/jan/2017

Médicos-veterinários dão 8 dicas de cuidado com os pets no verão

CRMV-SP orienta tutores de cães e gatos sobre boas práticas durante a estação mais quente do ano.

O verão vem, a cada ano, surpreendendo pelas altas temperaturas e, com o aumento do calor, também devem ser maiores os cuidados com os pets nesse período. Se os dias quentes são convidativos a passeios ao ar livre, viagens e brincadeiras na praia e com água, o bem-estar do pet requer atenção dos tutores.

Pensando no bem-estar dos animais domésticos, o médico-veterinário Dr Rodrigo Mainardi, conselheiro e membro da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo), indica oito cuidados para que a saúde de cães e gatos não seja afetada.

1 | Horário do passeio | Uma das recomendações dos médicos-veterinários é evitar caminhadas e passeios nos horários mais quentes, quando o sol está alto. É importante lembrar que a temperatura da calçada e do asfalto é muito maior que do ar e pode causar lesões graves por queimadura nos coxins (as “almofadinhas das patas”). Além disso, o cão pode sofrer fadiga e desidratação. Dê preferência a períodos do dia com temperaturas mais amenas e, mesmo assim, faça pausas para hidratação e descanso na sombra.

2 | Hidratação | De acordo com Mainardi, os animais precisam ingerir no mínimo 60 ml de água por quilo de peso por dia. "Ou seja, um animal de 5 kg deve ingerir, no mínimo, 300 ml de água limpa e, de preferência, fresca por dia. Uma dica é colocar cubos de gelo nos potes de água para mantê-la fresquinha por mais tempo", diz. O médico-veterinário esclarece ainda que cães de focinho curto, como pugs e buldogues, são raças que têm, por natureza, maior dificuldade na perda de calor do corpo e, portanto, sofrem mais com o calor. "É preciso ter muita cautela e ficar atento ao ritmo da atividade, respeitando sempre o limite do cão", destaca.

3 | Apetite do animal | É comum em dias quentes que o animal diminua o apetite e passe a comer menos. A recomendação é e escolher um horário do dia mais fresco para a oferta da comida. O tutor precisa ficar atento se o animal manifesta fome, mas rejeita a ração. "Desconfie, pois ração industrializada e comida caseira podem sofrer alterações com o calor, causando diarreias e vômitos ao animal", ressalta Mainardi.

4 | Passeios de carro | Outro risco são os passeios de carro. É comum os tutores deixarem os animais dentro do carro fechado, sem ventilação. "Isso é altamente perigoso. A hipertermia (aumento da temperatura corporal) pode levar a uma queda de pressão e o pet pode desmaiar ou até mesmo sofrer uma parada cardíaca", alerta Mainardi.

5 | Cuidado com as piscinas | Para quem tem piscina em casa, o verão pede brincadeiras refrescantes. O alerta nesse caso é em relação à ingestão da água da piscina, que é carregada de cloro e outras substâncias químicas prejudiciais à saúde do pet. Uma dica para driblar a curiosidade do pet é deixar água sempre disponível para o animal, trocando várias vezes ao dia. É preciso também supervisionar os animais nessas brincadeiras na piscina para que não ocorram acidentes.

6 | Água para gatos | Gatos gostam de água corrente. Além da troca constante da água do bebedouro para ficar sempre fresquinha, pode se ter uma pequena fonte para ambiente interno que servirá de incentivo ao consumo.

7 | Pelagem | Se o animal tiver pelo longo, pode-se tosar o cão para deixá-lo mais confortável. No calor, tende-se a dar banhos com mais frequência, ou brincar com os animais de mangueira ou de piscina. Se este for o caso, não é recomendado deixar o animal molhado para “se refrescar”. Mesmo no calor, é importante a secagem cuidadosa dos pelos, para evitar problemas de pele ou fungos - os cães retêm água no subpelo, então o recomendado é usar um secador para se certificar de que a pelagem e a pele estão completamente secas.

8 | Uso de repelentes | Atualmente, o Brasil é um País endêmico para a leishmaniose, segundo Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença é transmitida por um mosquito. "Se picado, o animal torna-se uma fonte de infecção dentro de casa", alerta o médico-veterinário do CRMV-SP. A prevenção, além da constante higiene do local, inclui o uso de coleiras repelentes contra o mosquito e vacinas. Outra doença bastante preocupante é a dirofilariose, que infecta os cães pela picada de outro mosquito. Também conhecida como “verme do coração”, esta enfermidade é muito comum em cidades litorâneas e de clima quente, sendo que São Paulo está entre as regiões com maior prevalência do parasita Dirofilaria immitis. "Após a picada, o parasita aloja-se no ventrículo direito, na artéria pulmonar e na veia cava do cachorro. Dependendo do grau de infestação, os parasitas poderão provocar uma redução considerável da função cardíaca, dificuldades respiratórias e uma tosse crônica", explica o médico-veterinário. Apesar de não haver vacina, a doença pode ser evitada também por meio do uso de coleiras repelentes. "Quando o tutor for levar o pet para áreas endêmicas da doença o ideal é também procurar um médico-veterinário para tratamento preventivo", finaliza Mainardi.

Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do Estado de São Paulo, com mais de 32 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, Estados e Municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.


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